segunda-feira, 21 de março de 2011

Questões Poéticas da Violência

O amor e o ódio. O poema e a canção. Que país é esse? A violência tomou conta das casas e das ruas. Ela está em mim, em você. O cotidiano apagou a inocência das pessoas, o poder escureceu os corações. O estresse carregou as palavras que deixaram de confortar e passaram a incomodar. Mas porque as pessoas estão reagindo assim?

A sede de ser aquilo que não somos ou que talvez jamais sejamos. Isso nos torna capaz de atravessar ruínas, apenas por um momento. Momento de fama ou prazer, momento de certeza ou desilusão. Ninguém sabe e ninguém viu. Somente achamos que o que é melhor esta no que dizem ser bom. Mas e quem sabe o que é bom? As propagandas, coloridas e cheias de graça. As famílias perfeitas das novelas ou as belas histórias de amor que elas vendem. Os filmes com finais felizes e a adrenalina dos finais trágicos. A melancolia do nosso dia, que nos faz acordar, levantar, correr, agüentar, trabalhar e suportar a pressão de nosso próprio instinto. Instinto que nos faz sonhar com coisas que fogem do contexto, mas que parecem injustas para os que usufruem. E o que merecemos afinal, destinos incertos, predestinados a nunca alcançar nossos desejos eternos. O egoísmo, a revolta, a injustiça ou até o perdão, que sentimentos fazem parte desse jogo que nos cerca todos os dias. Ninguém esta livre, de atingir ou ser atingido. Quem sabe como reagir a tanta coisa, tantas mudanças e tantas descobertas. Mas quem somos nós? Será essa a resposta para a violência? A única incerteza insuportável é não saber o que somos e nem quem. Isso responde todas as temáticas e poéticas da violência.

Texto: Georgia Rossano

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