Mais ou menos quatro décadas que o romance reportagem invadiu as narrativas dos escritores e jornalistas. Seu auge no Brasil em 1970, teve grande destaque na literatura de José Louzeiro, Valério Meinel, Fernando Pinto, Carlos Heitor Cony, entre outros. A união do jornalismo e a literatura propõe um diferencial no mercado literário jornalístico, ao tempo que a partir deste gênero, originam-se novos discursos.
O paralelo histórico do romance reportagem, traça uma trajetória espetacular, onde a notícia anda lado a lado com a inspiração. Inspiração que os jornalistas de hoje deixaram ficar nas lembranças de um passado em que o repórter e o escritor eram únicos.
Embora, os romances reportagens estejam retormando seu espaço no mundo das palavras, existem ínúmeras indagações sobre o assunto. Escrever sobre fatos que correm cidades, estados e outras dimensões unindo as palavras dentro de uma história, é uma tarefa díficil. Não trata-se somente de um fato com grande repercussão, um crime perfeito ou imperfeito que movimentou a mente de milhares de pessoas, muito além de responder as perguntas do chamado "lead" (quem, que, quando, onde, como e porque), o jornalismo literário por sua vez aproxima o real do imaginário, induzindo a reflexão social política de cada fato. Como numa novela, filme ou peça de teatro, onde os personagens entram em nosso pensamento e nos fazem por um instante se quer, aproximar a nossa vida do espetáculo.
Pois pouco importa se o que lêmos é totalmente verdade, se o fato foi distorcido pelo escritor, enfeitado ou dramatizado. O importante é o que seremos depois da leitura de uma notícia, livro ou romance, afinal não é possível garantir a certeza em nada que nos rodeia.
Texto baseado em monografia elaborada por Georgia Rossano, "Romance reportagem: realidade e alegoria"

Muito legal Ge .... Parabéns....
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