quarta-feira, 12 de outubro de 2011

alma que acalma

Meu palco recente de ilusões e descobertas coloridas me fez sentir o que caberia ao arrependimento e a certeza.
Não é fácil entender nem mesmo hoje porque coisas tão bonitas eram projeções de minha mente cega, mas é fácil aprender porque tive que acreditar nelas.
Olho para o que passou e olho para o que acontece, sinto cada sentido que havia nas palavras ditas e nos atos cometidos.
Entendi cada lágrima que escorreu e permaneceu no meu obscuro sentimento.
Entendi cada sorriso que acreditei ter sido mentira de contexto.
Entendi cada noite tranquila e cada sono interrompido.
Entendi cada caminho não seguido e cada pessoa que passou pelo meu caminho.
Foram tantas coisas que não tinham sentido e que tornam minha alma sensata.
Foram tantos textos decorados que rondaram minhas recordações tentando descrever razões para tanta futilidade.
Foram tantas ações ensaiadas que me fizeram rir de minha própria vontade de sumir.
Foi minha alma que compreendeu o que tinha que acontecer.
Foi minha alma que sentiu alegria pela certeza do que tinha que ser.
Foi minha alma que sorriu por sua felicidade constante no destino que estava escrito.
Foi minha alma que me presenteou com boas expectativas.
Foi apenas ela que acreditou no que era preciso, foi ela que me tornou viva, que me fez superar, que fez amar e que na sua prece me fez seguir.
Seguir no que acreditamos que seja certo, seguir no que a alma nos reserva para que sejamos melhores, seguir no que cabe as nossas emoções, seguir apenas com o coração, que o final cabe a ela nos explicar.

Georgia Rossano Silva

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