quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Apenas 365, dias

Foram 365 dias.
Ele um menino doce e com olhar sério, carrega o mais verdadeiro amor por ela.
Ela mulher na sua melhor idade encontra a extremidade da paixão e emoção.
O que deveria ser uma história foi além, o que deveria ser eterno já foi até escrito
Os olhares se cruzam e se afastam
Com o peso de um passado frustrante, o menino doce comete erros que abalam o prazer de sua amada
Com o peso de escolhas determinadas, a mulher forte torna-se fraca e fica dividida
É tão difícil afirmar qual seria o nome dado a tantas horas de expressões e sensações
Diz ele que o amor é real, mas que deve virar prece para que seja verdade
Diz ela que o amor é sensato, mas que deve tomar o caminho certo para que seja humano
Na sua primeira essência, a fortaleza virou fantasia
No segundo plano, a alegoria virou princípio
Foi nesse momento, que 365 dias foram poucos, foi nesse instante que as horas não eram contáveis, deu-se o fim, um fim sem instância
Ele procura nem aceitar que houve o final, pois seu semblante doce e seu jeito sério o faz acreditar que haverá um dia de sua vida que irão os dois se encontrar
Ela procura esquecer e recomeçar, mas não desliga sua mente do interior da palavra amor
O caos talvez esteja estampado no medo de desprender o passado triste de um menino que sonha ou apenas esteja lapidado nos dias cruéis de uma mulher madura que procura apenas um porto seguro para sua alma.
O improviso talvez seja a prece do amor, que deixa a magia acontecer, que espera, que sente, que cria e que vive de sua própria voz.
O amor talvez esteja no menino e na mulher, podendo confirmar-se apenas em seus destinos implacáveis dos próximos anos, cravejados nos próximos meses, alfinetados nos próximos dias, nos 365 dias.

Georgia Rossano Silva

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