Meu amor sempre teve gosto doce, mas você insiste retribuir com gosto amargo
No interior da sensibilidade entendo que suas atitudes são frustradas perante suas emoções
Talvez sinta medo de amar ou nem tenha pretensão
Talvez sinta ciúme de seu próprio ego ou não o compreende
Talvez não esteja seguro o suficiente para se entregar, mas quando estará?
Não é sempre que insistimos em nomes, ficções e resoluções jamais vistas frente a frente, jamais sentidas pelo toque humano
Não é sempre que conseguimos perdoar e perseverantes tentamos novamente
Não é sempre que meu amor ficará intacto sem que o tempo jamais sentido pelos poucos instantes de sintonia interfira
É como um vazio na alma, como uma parte sem gosto, como um gesto sem cor
Deve ser por isso que meus olhos não esquecem aquilo que nem vi,
Que meus ouvidos ouvem a voz que os sons da canção favorita podem imitar
Porque recuar ao invés de deixar que o vento guie para a direção que quiser
Porque guardar o sentimento mais belo da vida
Porque se afastar e sofrer sendo que se pode continuar
Fico mais uma vez sem entender, silencio meu coração seja última vez ou não com o desespero de deixar a alma que pode ser gêmea se apagar
Mas com a certeza que o sentido e a razão são únicos, onde nem o fim da vida pode apagá-los.
Georgia Rossano Silva

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