Em meio as críticas sensatas, senti qual a razão do jornalismo em meu próprio contexto.
Embora eu ativamente não tenha uma participação nos melhores microfones e minha notícia esteja desenquadrada a fórmulas e regras, entendi que a prática vai além do que se imagina. Mergulhada na essência, compreendi que as pessoas são as únicas ferramentas de maior valor do jornalista, que ao tempo que o fato se torna o marco, os indivíduos dão todo sentido e então concluimos o texto como um conto de final feliz ou trágico.
Depois de escrito ou falado, comentado ou documentado, o acontecimento é como um conto com sabor de literatura, quando lemos um livro nos espelhamos aos detalhes que aproximam nosso dia a dia, quando lemos o fato jornalístico temos certeza da realidade o que nos faz buscar a emotividade nas palavras, como fazemos nas canções.
Dentre aos milhares de detalhes e entalhes, senti como um alívio de estar viva no jornalismo apenas escrevendo as subjeções do meu olhar, como o pintor no seu quadro rabiscado por viagens imaginárias.
Georgia Rossano Silva

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