Não sei se foi um sonho, mas a doce menina de um mundo mais que imaginário sente que chegou a hora!
hora de sair e gritar ao universo sua vontade de ser mais que menina
hora de chorar lágrimas que não sejam infantis aos olhos dos outros
hora de escolher as alternativas além do que se pode alcançar até então
à doce menina, a vontade de viajar pelo continente das criações
à nova menina, a virtude de encontrar seres que lhe ensinaram a convivência
o relógio não parou para ela, teve que prosseguir sem que os segundos contenham
é uma decisão difícil e a doce menina sente pelas perdas, mas celebra as descobertas
descobertas que os olhares instigaram, conhecimentos que os corpos deixaram mostrar
em um quarto do minuto onde se decide recomeçar, há um vazio que toma conta do seu peito e sua respiração
tudo isso é tão novo quanto as novas tomadas feita pela menina, mas nada pode fazê-la desistir que a vida é mais que o ensinamento, que o azulejo da parede é mais que uma lembrança e que as pessoas são mais do que sentimentos
ela entende tudo que passou deixa sua marca escrita no conhecimento sobre a própria existência e neste instante as únicas recordações se fazem pelas essências encontradas na doce menina.
Georgia Rossano Silva
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