segunda-feira, 20 de junho de 2011

O colorido do retrato

Existem coisas impossíveis de definir
Existem gestos que não podem ser reprisados
Existem sorrisos jamais idênticos
Existem sonhos indiscutíveis
Assim como retratos que não se reconstroem com palavras, mas se remontam quando tratam-se de cenas implacáveis
O rosto que eu vi debruçado em um olhar não infeliz, mas insatisfeito me fez repensar, qual o papel das emoções e de desejos intermináveis
Onde talvez os buracos que tornam o caminho cansativo se fazem profundos diante a tantos retratos nas ruas
Entendi aqueles olhos tristes como um basta nas incertezas do universo
Entendi que há muitos que sonham e até correm atrás como dizem,

Pensei nas pessoas, nas crianças, nos velhinhos e nos que nem marcam presença
Pensei o eu estaria fazendo no meio destes rostos, pensei que meu sorriso pudesse estampar os retratos e os tornar coloridos
Coloridos de incentivo, incentivo a sorrir, conhecer e sentir
Basta ver sorrisos sinceros nos rostos mais indefinidos, dos que nem presentes estão ou nem nome tem para sociedade
Colorir o retrato é muito mais valioso e enxergar o interior através dele é melhor ainda
Recompensa que descreve a maior riqueza que podemos alcançar, o coração quieto e as cores, o vermelho do amor estampado na Maria, o azul no João,
O amarelo, verde ou qualquer cor que defina uma emoção, que defina uma face, que defina um retrato de significações para a alma e para o mundo.

Georgia Rossano Silva

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