segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ilimitado ao limite

Me arrisco a palpitar sobre os seres que caminham na calçada
Calçada que canto, risco e pinto do colorido que eu imaginar
Sinto e desminto os mitos que os enunciados colocaram para o mundo
Mundo de inivíduos distantes de si e próximos dos outros
Amores e desamores, perfeições e guardiões de segredos corrompidos pela luta
Amizades e desentendimentos irreais e desnecessários, fotografias congeladas pela emoção
Na direção que seguimos não há uma luz, mas uma viagem, feliz e invertida nos sentimentos alegóricos e categóricos do que se diz viver
Não sei se o deixo ir, se me limito ao que ouço
Não sei se vou ou me limito ao finito de um infinito de sonhos
Apenas temo a nossa volta, temo que se limite a mim e esqueça tudo ou que me limite a você e desligue a música
Não se limite a uma frase, sorrisos e vontades, desejos e saudades
Siga e ilimitada, diga o que deve dizer, faça o que deve fazer, abuse da sua virtude de ver o espetáculo da vida fora da extensão
Encontrei meu limite no próprio ilimite das ações e decorações
Encontrei meu limite no ilimite do meu amor pelo mundo

Georgia Rossano Silva  

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